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Radio Multicultural

7 Setembro: A Criação Do Grupo De União e Consciência Negra

07 SET 2016
07 de Setembro de 2016

Neste Encontro o Pe. Mauro fez o que estou fazendo agora, relatou os antecedentes do En­contro, a caminhada feita, os motivos que nos levaram a estarmos reunidos naquele lugar e na­queles dias e os objetivos propostos.

Seguimos a seguinte dinâmica:

1) Constatação da realidade — o Negro den­tro desta realidade sócio-político-econômica

2) Depoimentos de fatos reais, pessoais, rela­cionados com a problemática do Negro, na socie­dade e na Igreja.

3) Reflexões e debates sobre o que tinha sido proposto.

E chegamos á conclusão de que:

— o Negro brasileiro é um povo marginalizado na sociedade civil e na Igreja.

Mas notou-se nos participantes do Encontro o despertar de uma consciência critica, um inte­resse grande em conhecer nossas raízes negras o desejo e a necessidade de nos assumirmos como Negros.

E nos propusemos a trabalhar dentro da Igre­ja e na sociedade para transformar esta menta­lidade racista que nos faz afastar-nos de nossa cultura e nos «envergonhar de nossa identidade de Negros.

Sentimos também necessidade de conhecer pro­fundamentes os cultos de nossos antepassados, de vívenciar a cultura, a arte e todos os valores da cultura africana.

Antes de apresentarmos nossas propostas fo­ram feitas algumas considerações sobre:

— a atitude histórica da Igreja em relação ao Negro durante a Escravidão oficial e depois dela.

— a situação da população negra na socie­dade civil.

E o nosso propósito comum foi este: «Queremos nos unir e nos reunir para refletir, para conscientízar-nos, para planejar tarefas e ações, também com não-negros, para a constru­ção de uma sociedade e uma Igreja justas, fra­ternas, não preconceituosas, respeitadoras dos povos e de suas culturas».

E as nossas propostas surgiram quase espon­tâneas depois desses três dias de reflexão:

1) Criar um grupo tarefa central com os en­cargos de:

— recolher noticias e outro material das bases.

— fazer circular experiências e informações dos vários grupos.

— ajudar na reflexão e incentivo pastoral junto aos núcleos.

2) Formar grupos negros de estudo e ação nos Estados.

3) Tomar contato com grupos negros: religio­sos, políticos, culturais já existentes e eventualmente participar deles.

4) Descobrir, valorizar e incentivar lideranças negras nas comunidades e na ação pastoral.

5) Contactar africanos atualmente residentes no Brasil com a finalidade de uma possível in­tegração e intercâmbio.

6) Conhecimento e divulgação da cultura negra.

7) Um possível encontro do Papa com negros; fazer uma carta a CNBB fazendo um apelo para que eles, ao fazerem o roteiro, alertassem o Papa para que em todos os Encontros observe a pre­sença negra nos grupos:

Corpo Diplomático.

Bispos, clero, religiosos.

Lavradores, operários, favelados.

Verificaria então como essa presença é escassa nas classes mais altas e mais densa nas classes mais baixas e, a partir disso, desse uma men­sagem à Igreja do Brasil.

8) Esforço para que um outro encontro como este se repita, com os mesmos participantes, mas abrindo para outros convidados que não pude­ram estar neste primeiro encontro. Este encon­tro deveria ser ainda este ano.

Quando foi apresentado o Relatório desse En­contro, a Irmã Duma, uma das relatoras apre­sentou dois anexos para complementar o estudo que tinha sido feito:

O primeiro sobre a ideologia do Embranque­cimento, e o segundo, um resumo histórico sobre as posições pastorais da Igreja diante dos Cultos Afro-brasileiros.

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